Eu penso (também) assim:

Desejaremos, um dia, o que vivemos: realidade fugaz dos sentimentos,
cheios de paz, de gozo e amor insano!



22 de agosto de 2008

Não. Não e não!

( Imagem retirada da web)

Sabe, se tem algo que me irrita mais do que não poder te ter,
É essa impressão horrível de limitação.
Viver com essa sensação de que não devo.
Não devo te encontrar,
Não devo querer saber de ti,
Não devo saber com quem estás ou o que fizeste.
Não, não e não.
Vem uma vontade louca de saber se está tudo bem.
Mas, nem te ligar, eu devo.

E aí, por longos cinco minutinhos quero ser forte.
Então arrisco e pergunto por ti
Mas..., é “só” falta de assunto mesmo.
É porque eu sou uma pessoa legal, nada demais.
Ora merda, eu sou forte. Quem disse que não sou?
Não te quero nos meus sonhos. Nos meus desejos, nos meus anseios.
Afinal, eu consigo ser impessoal e a gente…
Quer dizer, você, não passou de um, de um... Sei lá o quê
Mas eu não, “eu sou eu e boi não lambe”.
Sou “essa” que não se apega, que “vivo a vida”, que “curto o momento” ou qualquer clichê desses...

Ahhh se fosse assim...
Todo dia é uma agonia, quando bate a vontade de saber de ti...
E repito o mantra: “Vontade é uma coisa que dá e passa. Lembre-se: você é durona e é descolada”.
E aí confesso tudo para o meu travesseiro.
Conto para ele que... Putzzz, o que eu queria mesmo, era invadir tua vida.
Chegar perto de ti e dizer aos gritos que não.
E esse seria o último não que eu me permitiria.
Eu diria bem alto que NÃÃÃÃOOOO!

- Não. Não solto mais, nunca mais a tua mão…
- Vem aqui que eu tenho tanta coisa para te contar...

Mas eu... eu não sou tão legal assim, não.
Nem sou durona. Muito menos descolada.
Sinto ciúmes do teu sono quando dormes sem mim.
Ele me priva de minutos a mais ao teu lado.
Não, não e não.
Eu não permito que não me ligues,
Que não te importes, que sumas…
Não é justo ser tão doce e tão amargo.
Não tens autoridade para sequer não saber o que sinto.
Eu tentei engolir aquele choro.
Mas desceu rasgando a minha garganta.
Em seguida, eu senti o salgado de uma lágrima e agradeci.
Não pelo choro, mas por não estares naquele momento ali.
.
.

8 comentários:

Tânia disse...

Lindo desabafo, um grito de amor sufocado...
Por tantos Não assumimos outras posturas; Por isto eu estou treinando dizer o SIM!!!

Beijos e ótimo findi Crys

Sonia Regly disse...

Amiga,
Obrigada pela visitinha, amei intensamente. Eu fico meio tristinha em dias de chuva, sinto falta das pessoas, a chuva leva-nos a uma reflexão, pois paramos e não podemos agir muitas coisas. Lindo esse seu poema, se vc me permitir, vou colocálo lá no meu Blog.

Sonia Regly disse...

Que bom!!! Venha sim!!! Vamos badalar, aqui têm lugares lindos e o povo é muito alegre!!!!

Miguel disse...

Nossa!
Neste Jardim estão brotando flores cada vez mais lindas. Esta de hoje á maravilhosa.

Zeca disse...

Vejo a Cryslindinha
que sabe gritar NÃO
rasgar-se em rebeldia
e dizer lindos versos
como estes
que me encantaram:

"Eu tentei engolir aquele choro.
Mas desceu rasgando a minha garganta.
Em seguida, eu senti o salgado de uma lágrima e agradeci.
Não pelo choro, mas por não estares naquele momento ali..."


Só por isso, deixo beijos. Muitos. Incontáveis.

Marta Matos disse...

Oi querida, voltei ...
Está tudo bem com vc?
abraço e fica com Deus

Dora disse...

Um NÃO que deseja o tempo todo ser um SIM! E quem sabe será?
Tantas negativas, tantas! mas, a vontade de "afirmar" parece estar sempre nas entrelinhas...
Um grito na exaustão...de querer e não poder...
Lindo texto!
Beijos, beijos.
Dora

dacio jaegger disse...

Querida Crys

Não que eu me sinta no abandono de mim mesmo, pelo contrário, tenho estado tão próximo de mim que acabo me afastando do próximo.Tenho ainda dificuldade, é incrível, de ir a cada canto, que gosto como seu Jardim, de letra maiúscula de tão agradável. Seu texto é um primor como outros de sua lavra. Este é cheio de tristezas e desânimo, mas não é tão você, é menos...rs, por sorte de coisas que passam. Dias melhores virão, é meu augúrio. Beijos