"E quando não tem mais nada a ver?
E quando a gente percebe que muita coisa mudou e que as mudanças não combinam mais com você?
E quando a gente percebe que os detalhes, agora são coisas corriqueiras que não tem mais a menor graça?
Será que aquele sentimento bom acabou?
Será que não tenho mais paciência? Será que andei a passos mais largos?
O que será que faz com que a gente se afaste das pessoas que numa época da vida da gente são tão importantes?
É desse jeito que estou. Cheia de dúvidas.
Porque isso acontece com amigos, amores.
Chega uma hora que perde completamente a graça. Ou será eu que ando sem graça?!?!
Sair pra fofocar e comer chocolate numa tarde de sábado já não é mais um dos programas mais esperados da semana.
Sentar na sala, deitar no tapete, ouvir Chicão, já não causa o mesmo encanto de sempre.
Por outro lado dá uma sensação de que é isso mesmo.
Que o mundo dá voltas e novas pessoas aparecerão. Novos (ou diferentes) programas surgirão.
Mas dá também uma solidão! Uma coisa ruim de pensar: por quê? E agora? E tudo aquilo que a gente construiu, dividiu, compartilhou, fez juntos?
Será que a gente logo mais vai se encontrar por aí e dar somente um simples sorriso de “oi, tudo bem?”.
Tem gente também que fica pra sempre. Não tem jeito de separar. De romper o fio tênue que nos une.
Esses chamamos de amigos, amigos de verdade, amigos de longas datas.
A gente muda e a pessoa também, mas tudo continua lá, intacto. Como se tivesse sido ontem o último encontro, a última risada, o último abraço.
E por mais que a gente até tente se afastar, uma mágica nos une de volta. Uma lembrança qualquer aparece e faz esquecer tudo o que magoou, tudo o que doeu.
E volta tudo a ser o que sempre foi. E não acaba nunca. Só que tem gente que não. Tem gente que não dá. Tem gente que acaba, gasta, cansa.
Começo a entender, talvez que alguns sentimentos não são mesmo uma coisa eterna."
(Baseado a adaptado em um texto recebido por email, com autor desconhecido)
Queridos amigos, agradeço as visitas, os comentários do poster anterior, mas só abrirei as portas do Jardim novamente, quando meu sobrinho sair do coma. Enquanto isso, rezem por ele. Obrigada!
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