Eu penso (também) assim:

Desejaremos, um dia, o que vivemos: realidade fugaz dos sentimentos,
cheios de paz, de gozo e amor insano!



26 de agosto de 2008

Não é a primeira vez que me passam meme, só a Paula do blog NÃO!!, é a segunda vez. E sempre deixo pra depois, e esse "depois" nunca chega, aííííí, acaba caindo no esquecimento... Mas, desta vez não tive como (e eu não quis) fugir.

1- Descreva-se: "Sou a alegria de quem me ama, a tristeza de quem me odeia e a acupação de quem me inveja!"
Sou tudo demais, inclusive, abusada. Sou mãe demais, sou saudade demais, sou fome demais, sou ansiosa demais, sou preguiçosa demais. Só sei ser assim, se for demais. Intensa, apaixonada, odiosa e deveras cheias de altos e baixos, naufrágios, arca perdida no meio urbano, ovelha negra romântica-retrô.Sou de amar muito, sou de rir pra não chorar. Eu sou assim. Se quiser se aproximar, ok, mas me faça sentir qualquer coisa: paixão, raiva, alegria ou tristeza. Eu só não permito "mais ou menos".

2- O que as pessoas acham de você: minha mãe acha que sou uma boa filha, meus filhos acham que sou uma boa mãe, desempenho meu papel de boa amiga... Tem quem me ache ácida, cínica, visceral. Tem quem me ache boazinha, observadora, passional. A opinião dos outros não altera o conteúdo.

3- Descreva a atual relação: Uma relação Precisa! OU como diria Lenine: Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não para...!

4- Descreva sua última relação: Precisamente, definitivamente, passada a limpo!

5- Onde queria estar agora: Aaah… lá onde o vento faz a curva... rsrs.

6- O que você pensa sobre o amor: eu não penso nada, eu sinto, eu mergulho de cabeça! Eu não vivo ‘meio-termos’, eu vivo ‘inteiros’. É só se entregar. Aproveite a promoção que é um produto em extinção.

7- Como é sua vida: É um sutil botão de ON e OFF! Sei bem a hora de puxar os aplausos e não tenho vergonha de cantar até o final. Levo a vida a cantar e dedilhar violão com meus amigos reunidos. Adoro sentir que a vida passou (ou ta passando) com serenidade e aceitando que um dia seremos lembranças nos álbuns de fotografias da família.

8- Se tivesse direito a apenas um desejo: Bombril que tem 1001 utilidades! Sacanagem à parte, meu desejo mais urgente, é PAZ! Hoje em dia, ninguém consegue mais viver em paz, com tanta violência.

9- Uma frase sábia: "Todos ouvem o que você diz. Os amigos escutam o que você fala. Os melhores amigos prestam atenção ao que você Não diz". (a.d)

10- Uma frase para os próximos:
Sem olhar, você me percebe; sem falar, você me diz; sem me tocar, você me abraça... Isso se chama Sensibilidade!

Tem que repassar, é isso né??? Então vai para:
Dorita, Tânia, Shi, Cherry, Loba, Miguelito, Leandro

Façam o dever de casa e me avisem! Beijos
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22 de agosto de 2008

Não. Não e não!

( Imagem retirada da web)

Sabe, se tem algo que me irrita mais do que não poder te ter,
É essa impressão horrível de limitação.
Viver com essa sensação de que não devo.
Não devo te encontrar,
Não devo querer saber de ti,
Não devo saber com quem estás ou o que fizeste.
Não, não e não.
Vem uma vontade louca de saber se está tudo bem.
Mas, nem te ligar, eu devo.

E aí, por longos cinco minutinhos quero ser forte.
Então arrisco e pergunto por ti
Mas..., é “só” falta de assunto mesmo.
É porque eu sou uma pessoa legal, nada demais.
Ora merda, eu sou forte. Quem disse que não sou?
Não te quero nos meus sonhos. Nos meus desejos, nos meus anseios.
Afinal, eu consigo ser impessoal e a gente…
Quer dizer, você, não passou de um, de um... Sei lá o quê
Mas eu não, “eu sou eu e boi não lambe”.
Sou “essa” que não se apega, que “vivo a vida”, que “curto o momento” ou qualquer clichê desses...

Ahhh se fosse assim...
Todo dia é uma agonia, quando bate a vontade de saber de ti...
E repito o mantra: “Vontade é uma coisa que dá e passa. Lembre-se: você é durona e é descolada”.
E aí confesso tudo para o meu travesseiro.
Conto para ele que... Putzzz, o que eu queria mesmo, era invadir tua vida.
Chegar perto de ti e dizer aos gritos que não.
E esse seria o último não que eu me permitiria.
Eu diria bem alto que NÃÃÃÃOOOO!

- Não. Não solto mais, nunca mais a tua mão…
- Vem aqui que eu tenho tanta coisa para te contar...

Mas eu... eu não sou tão legal assim, não.
Nem sou durona. Muito menos descolada.
Sinto ciúmes do teu sono quando dormes sem mim.
Ele me priva de minutos a mais ao teu lado.
Não, não e não.
Eu não permito que não me ligues,
Que não te importes, que sumas…
Não é justo ser tão doce e tão amargo.
Não tens autoridade para sequer não saber o que sinto.
Eu tentei engolir aquele choro.
Mas desceu rasgando a minha garganta.
Em seguida, eu senti o salgado de uma lágrima e agradeci.
Não pelo choro, mas por não estares naquele momento ali.
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17 de agosto de 2008

Menino guerreiro!

Não passava das 9 da noite quando chegava em casa. Na esquina, um certo tumulto. Carro de polícia e uma pequena aglomeração de curiosos. Uma mulher nervosa, gesticulava e falava alto. Sem entender, pensei, provavelmente mais uma vítima de assalto. Ao ouvir o choro de uma criança, fui me aproximando. Um garoto de três ou quatro anos, corpo mirrado, pele negra, cabeça quase raspada. Estava de short e camiseta, sandalinha nos pés. Imundo, chorava muito, parecia perdido no meio de tanta gente.
A mulher alterada, desacatava a polícia, falava palavrões e puxava o garoto pela rua. A policia foi embora. A pequena multidão se dispersou. Uns evitavam olhar a cena de perto, outros a chamavam de louca. Um moço, visivelmente nervoso, disse: 'Ela estava pedindo dinheiro no meio da rua, com o sinal aberto, jogando o menino entre os carros. Que absurdo! Eu mesmo pedi que ela não fosse presa, mas agora me arrependo'. E saiu, em direção ao ponto de ônibus.
Enquanto a criança chorava, a mulher, ameaçando voltar pra pista, gritava:
-A Justiça já disse que eu não tenho jeito! Pode chamar o juiz que eu não tô nem aí! Se eu quiser 'nóis' morre agora!

O meu olhar era somente para aquela criança, a vontade era arrancá-la das mãos daquela mulher. Num impulso, fui até ela, ofereci um dinheirinho, com intenção de me aproximar, sabia que isso a acalmaria. Prometi um lanche para o menino, insisti e ela aceitou.
Entramos na panificadora bem próximo. Comprei água e dei pra eles. Pedi que se acalmasse e que sentasse por cinco minutos, para alimentar o filho e depois sim, poderia ir embora.
Quando a senti mais calma, perguntei se tinham uma casa, há quanto tempo ela estava sem emprego, como conseguia se virar.
- Moramos num quarto alugado lá no bairro da Marambaia (periféria da cidade). Esse menino vive chorando de fome. Eu já não agüento mais.

Enquanto ela se queixava, olhei pra criança, os dentes estragados, a roupa rasgada, o corpo agredido pela condição de miséria absoluta.
Sob os olhares desconfiados dos clientes e atendentes do local, comprei dois pães quentes com queijo e um chocolate para o menino. Num gesto idiota, dei a ele lencinhos de papel, para que não pegassem o lanche com as mãos sujas. O garoto abriu o pão ao meio e comeu todo o queijo.
- Me prometeram um trabalho de costureira, depois disseram que não tinha vaga.

Por cerca de meia hora, ouvi um pouco da história de vida daquela mulher. Se naquele momento eu pedisse a ela a criança, com certeza teria ganho um filho adotivo.
- Já dei meu outro filho para uma senhora, nem sei mais onde ela mora.

Um casal, que observava a nossa conversa, se aproximou e disse que podia conseguir um abrigo, roupas e outras doações. Um pouco mais calma, a mulher olha para a criança, olha pra mim, e aceita seguir com o casal.

Voltei para casa a passos lento e em estado de choque. Diante de uma situação de desespero e sofrimento extremo, todo o resto torna-se bobagem. De que adiantam seminários, programas de responsabilidade social, se no mundo real, crianças são empurradas para a morte, todos os dias, justamente por quem teria a missão de ampará-las e protegê-las? A dor e a precariedade humana, uma realidade que agride!

*Foto retirada do flick, de Karol Khaled
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11 de agosto de 2008

Surto romântico!

O príncipe encantado... aquele que não chegou...!

Ele poderia acordar cedo ou sequer dormir
Poderia passar horas contando sobre as histórias da sua vida
Falar sobre tudo que o irrita
Poderia usar um sapato feio e mesmo assim confortável.
Dizer que camiseta boa é camiseta branca
Usar cueca de algodão
Sentar ao meu lado e permanecer em silêncio e mesmo assim me entender perfeitamente
Dançar até que eu me sentisse tonta
Passar a noite inteira me beijando e achando que sou a mulher mais gostosa do mundo
Ser tarado, louco, audacioso, quente e doce...
Usar o melhor perfume e mesmo assim eu sempre sentiria seu verdadeiro cheiro
Ter mãos firmes numa pegada e mesmo assim saber a delicadeza de um cafuné
Me ouvir cantar e fingir que eu posso melhorar
Rir muito
Cantar fora do tom
Pegar a estrada rumo à praia, assim, num dia qualquer...
Estar fora do peso, ser magro ou ser chato e ainda assim ser a melhor companhia
Odiar lavar louça ou cozinhar e ainda assim me ajudar com as batatas.
Gostar do meu cabelo, mesmo que mude sempre de cor
Ter um coração de criança, alma de homem e um espírito adolescente.
Amar música, cinema, poesia... e futebol
Sair primeiro que eu da cama, abrir o chuveiro e demorar a entrar, deixar rastros de barba feita pela pia...
Ter uma idéia na cabeça, uma mochila e uma barraca
Manias, poderia ser cheio delas...
Ficar calvo ou com cabelos brancos
Ler as notícias enquanto toma sua caneca de café ou de chá
Dizer 'bom dia!" quando está maluco pra dizer um palavrão
Ter mau humor e ainda assim saber dizer: 'melhor vc ficar longe só uns minutinhos...' Ser chorão e ser forte demais por isso.
Me amar e ainda assim se achar normal por isso.

Ai ai, eu e meus surtos românticos... Nem eu me aguento!

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3 de agosto de 2008


Extasiado é a palavra.
Recíproco é meu pensamento.
Depois da tempestade... sempre fica o alagamento.
Penso... a saudade consegue transformar a beleza em tristeza infinita do presente... porque traz para mim o encanto das horas do passado... o calor dos abraços inesquecíveis... o eco de suas palavras...
Em alguns momentos, afastei meus olhares das coisas simples que tanto me refazem:
A carícia do vento no alvorecer do dia e o barulho da chuva na vidraça.
O prazer de espreguiçar o corpo quando o amanhecer ainda é longínquo...
Tantas coisas de que tenho saudade de sentir.
As seqüelas são visíveis, os momentos tristes não se escondem por si só.
Entretanto existe alegria em algum lugar, e ela, tão disposta e comprensível, acaba nos achando?!Um tanto quanto rude, mas é algo normal.
Metáforas?! É um perigo comparar, melhor sentir.
Viver, algo que parece complicado, as vezes impossível, precisa ser encarado pelo prisma do bom senso... isso ainda aprendo por aí!
Mas eu preciso acreditar em mim e deixar o tempo cicatrizar essa ferida, e não ficar entediada com o ranço do “não sei”, “do não consigo” que vamos nos dando, para justificar a morbidez com que nos expomos ao mundo.
De momento vou levando e investindo no que me é oferecido.
Barganha? Pechincha? LÓGICO. Afinal de contas estamos num grande mercado informal, onde as prateleiras estão recheadas de idéias, sentimentos e surrealismo.
Faço da utopia uma realidade, nem que seja num simples sonho.
Sonho?! Posso?! Eu quero e sou abusada, ou não?
Digamos que tento preencher todo e pequeno espaço oferecido. Por isso é que me instigo a abandonar as pausas, os hiatos e a me mirar sem restrições e exclusões.
Hoje, quero me desvestir da voz da incredulidade... e crer que vou conseguir superar essa fase em que vivo e que, há um horizonte por demais vasto que me convida a ir além...
A tristeza não sai a hora em que se quer. Portanto, sigo com a escrita porque ela não nos salva apenas das loucuras, mas ajuda muito a amenizar a dor da saudade!
Com uma eterna intenção de expansão ou coexistência, babaquices newtonianas não se aplicam aos sentimentos atuais.
Se você discorda, tente encontrar o inicio e fim de cada corpo de um casal no seu abraço êxtase. Se por acaso você conseguir, já tenho o contra-argumento.
Se estiver feliz é o que basta, contagie-me. Ok! Contagiou. Estou feliz!
Mas o vício que corria em algum lugar esvaiu.
Ainda resta alguém, ainda resta "eu".

***
Amados amigos,
Vocês, que estiveram presente das mais diversas forma ao meu lado, manifestando carinho e solidariedade no momento de dor e tristeza, quero agradecer de coração por cada palavra de consolo. Saibam que cada lágrima que rolou (ou que ainda rola), não foi por falta de esperança ou derrota, mas pela separação prematura de maneira tão violenta, de um jovem tão querido. E a vontade de Deus é inquestionável.
Obrigada pela amizade de todos.

Crys