Eu penso (também) assim:

Desejaremos, um dia, o que vivemos: realidade fugaz dos sentimentos,
cheios de paz, de gozo e amor insano!



27 de maio de 2008

Estiagem

Pra respirar novos ares.
Ela também busca romper seus limites.
(Imagem do flickr: carolina salcides)
**************
Se eu fosse você, não deixava de passar no MUNDO A FORA.
Veja lá, como os animais ensinan-nos a sermos seres humanos.
Obrigada Deia pelo convite.
O poster ficou lindo!

22 de maio de 2008

No caritó, tá a tua vó!

Casa da vó:
- Benção, vó!
- Deus te abençõe, minha filha!
- (...)
- Cadê o namorado, Dani?
- Ahhh, vô... acabamos...
- Mas minha filha, desse jeito você vai acabar no caritó
- Caritó, vó????? que isso?????
- Pergunta pra tua mãe, ela sabe...

Casa da mãe:
- Mãe, o que é caritó?
- Nossa! Quanto tempo não ouço essa palavra, onde você ouviu isso?
- Vovó, quando falei que tinha terminado meu namoro. Ela disse: " Vc vai acabar no caritó".
- Ahh, essa tua vó! rsrsrsrsrsrs
- Pára de rir mãe, e fala logo...
- Bem, eu sempre ouvir isso da tua vó, das minhas tias. Usavam sempre, quando queriam dizer que a mulher ia acabar solteirona, ficar pra titia, moça-velha...
- Oh, céus! e eu que pensei que fosse uma lugar, ou cidade bem distante.
- Mas, vc acredita que eu não sei a origem da palavra. Vamos ao Santo Google:

''Caritó é a pequena prateleira no alto da parede, ou nicho nas casas de taipa, onde as mulheres escondem fora do alcance das crianças, o carretel de linha, o pente, o pedaçõ de fumo, o cachimbo. Vitalina, conforme a popularizou a cantiga, é a solteirona, a môça-velha que se enfeita - bota pó e tira pó - mas não encontra marido. E assim, a vitalina que ficou no caritó é como quem diz que ficou na prateleira, sem uso, esquecida, guardada intacta.'' LEIA MAIS...

Encontramos o texto datado de 1959, da extinta revista Cruzeiro, da escritora Rachel de Queiroz. E vejam, que mesmo com o passar do tempo, certas coisas continuam iguais do tempo da nossa vó.

Minha filha acaba de ler o artigo e reage:
- Imagiiiine, eu no caritó! Nuuuuuuncaaaaaaaa! Só porque tenho 25 anos e ainda não arranjei um "bom homem" pra casar?! Acho que vovó pensa que sofro por ser uma "moça esperta e de boa família" que ainda não conseguiu encontrar esse tal "homem bom".

E continuou:
- Ahhh, mãe, acho que vovó tá ficando gagá... a mulher antigamente se arrumava e ia pra janela esperar o tam bom homem pra casar. Não é o meu caso. Quando eu me arrumo, é pra ficar bonita, ou pelo menos pra pensar que fico. Só vaidade mesmo.

- Ah, filha, dá um desconto, tua vó tá com 86 anos, tudo o que ela quer, é ver antes de morrer, as netas casando, de véu e grinalda, com todos aqueles aparatos possíveis de um casamento. E um "felizes para sempre!"

- Tenho que lembrar da próxima vez que visitar a vovó, de dizer que as meninas boas vão para o céu. E as más, as que têm malícia, vão para onde acham que é o melhor pra elas.

- Fiiiilhaaaaa..........

- Ahhhh, mããeeee, me poupe né! Vai dizer que to errada?!?!?!?!

19 de maio de 2008

Post- Poesia! II

SONHO REAL

Me sinto perdido
Na imensidão do mar,
Ofegante, cansado,
Tento respirar.
Busco a calma
A aflição
Me embebeda a alma.

Olho à frente
e vejo bem perto,
uma praia,
Lá está a segurança,
a salvação.

Percebo
Na linha do horizonte,
Silhueta marcante
De uma palmeira.
Linda e altaneira
Figura delirante ?
Parece uma mulher.
Insinuante, elegante,
Corpo esguio, Alucinante
Projetados
Desse corpo,
Dois frutos,
Dois cocos
Lembram
Dois seios
Deslumbrantes
Cheios
De vida e viço.

As ramas
Balançando ao vento
Parecem
Cabeleira solta
Firmo mais
O olhar
E vejo teu rosto
Completando
A cena

Tenho vontade
De correr
Para você.
Tento nadar
E a maré impede,
Na praia,
As pedras eu sei,
Vão impedir
Ao máximo
Nosso contato.

Exangue, cansado,
Triste.
Desanimado,
Reconheço
A ilusão de
Te abraçar e amar.
Fecho os olhos,
Largo os braços
E me entrego
Ao destino.
Sem ti, viver,
Morrer sem te Ter...
*
*
São exatamente esses efeitos que me fazem sonhar!
Obrigada, meu amigo!

16 de maio de 2008

Blogagem Coletiva - Coisas do Brasil

Coisas do Brasil, é o tema da Blogagem Coletiva, uma iniciativa de Andréa Motta do Blog "Leio o Mundo Assim", a proposta é que cada um escreva um pouco sobre aquilo que é mais representativo de sua região ou cidade. É uma idéia fascinante, que nos proporcionará a troca de conhecimentos desse país, chamado Brasil. O texto a seguir, foi baseado em várias coletâneas tiradas da internet, com muitas das minhas considerações. Conheça, desfrute e aprenda um pouco do que há de bom neste pedaço do norte do Brasil, que é a cidade de Belém, do estado do Pará.


Belém - Cidades das Mangueiras
O paraense é mais do que um brasileiro com feições de índio ou/e a desconfiança e a timidez dos caboclos. O paraense é gentil, chama todo mundo de mano. Quando conta a história de alguém, não afirma nada, começa com frases do tipo: “diz que...” ou "paresque" (corruptela de "parece que"). Paraense fica logo amigo. Chama pra sua casa, faz almoço, eita povo hospitaleiro, fala se não é?

O paraense gosta de comer bem e sabe apreciar um bom prato, que em dias de festa, são normalmente, regados a tucupi e temperados com pimenta de cheiro. O pato no tucupi, maniçoba e tacacá, são pratos típicos de nosso estado que você encontra facilmente nas esquinas das ruas de Belém. O tacacá é muito apreciado, logo após a chuva da tarde.
Paraense não gosta de comer peixe pitiú (cheiro ruim, característico do peixe, é fácil sentir com maior intensidade no mercado do VER-O-PESO).
Paraense gosta de tomar açaí com farinha de mandioca ou tapioca, acompanhado de pirarucu frito e camarão salgado no almoço e tirar a sesta depois do almoço.
Temos frutas que bem poderiam ser nome de pássaros e estes poderiam ser nomes de peixes, que ninguém de fora ia notar muito a diferença. Quem é de fora raramente vai saber o que é taperebá, tucumã, bacuri, bacaba, pupunha, cupuaçu.

Só paraense tem seguro contra as mangas que quebram os pára-brisas dos carros, pena que não tem seguro pra nossas cabeças, porque 8 entre 10 paraenses já foram vítimas de “mangada”...ui! Mas o melhor mesmo, é voltar das festas de madrugada e passar no túnel formado pelas mangueiras e recolher as mangas que caem na Praça da República pelo simples prazer de ser paraense.

Temos uma linguagem diferente. Égua, pra nós, é exclamação, admiração, susto, xingamento, surpresa! Égua, como vc é linda! (Nossa, como vc é linda). E temos muitas outras palavras aqui, que só paraense entende.

O paraense sabe fazer papagaio (pipas) e curicas com talas de palmeira e papel de seda para os filhos. Só as crianças paraenses sabem o prazer de brincar e de construir os brinquedos de mirití*, mais graciosos não há... As crianças paraenses jogam peteca e não bola de gude.

(Brinquedos de Miriti*, uma fibra leve da palmeira também conhecida como Buriti e chamada de isopor da Amazônia, são fabricados há 200 anos no Pará.)


Nós somos tudo índio, tudo parente, como diz o cantor paraense Nilson Chaves numa de suas canções... Somos muito caboclos e meio encantados.


mosaico de ravena - belem para brasil


Nilson Chaves - Sabor Açai


Paraense, tem alto verão em julho quando a maioria do Brasil morre de frio. E quando está aperreado (stressado), viaja para as praias de:

Salinas,
Mosqueiro,
Algodoal,
E tantas outras como, Marudá, Vigia, Ajuruteua, Crispin, Outeiro... E fica lá, de papo pro ar, esfriando a cabeça, até tudo se acalmar...
Ou vai apreciar as belezas da Ilha do Marajó, que está rodeada pelos rios Amazonas e Tocantins e pelo oceano Atlântico. Paraense que é paraense gosta de pular de cipós nos igarapés e se balançar na rede, pra tirar um ‘cochilo de tardinha.’

Paraense gosta de festa, de carimbó, siriá, marujada, de guitarradas...

Carimbó

Marujada


O caboclo parense, quando não tem nada pra fazervai pra beira do rio, pegar um peixinho pro jantar ou ficar ali, espiando o pôr-do-sol, porque paraense também é meio contemplativo.

E por falar em não fazer nada, que tal ‘fazer nada’ nos fins de semana, com amigos, com família, na Estação das Docas. Tomar um chopp sozinho ou com amigos e ver aquele final de tarde maravilhoso de nossa capital as vezes chuvoso outros não, mas sempre maravilhoso.

A pontualidade é lordico-tupiniquim do nosso chá das 17hs que só começa as 18hs. Estação das Docas é um ponto de visita obrigatório para os turistas, o local passou de porto para centro de lazer no ano de 2000. Galpões de ferro ingleses do século XIX, antes usados para o armazenamento de carga, foram restaurados e hoje oferecem lazer e conforto para os paraenses e visitantes. Apresentações teatrais, de grupos folclóricos, uma rica culinária, cinema, exposição de peças históricas e eventos comerciais são os atrativos do espaço. Pra todos os amantes de um bom papo, é um bom ambiente, boa paisagem, bom clima!

Paraense cheira a Patchouli , Cheiro do Pará e não deixa de tomar banho com ervas perfumadas, que é para tirar o mau-olhado e o quebranto, é o nosso famoso banho de cheiro pra lavar a ziquezira.

Curas de corpo e de alma. Paraenses, é meio místico, meio pajé, (com uma floresta tão imensa, não poderia ser diferente!). Você encontras essas ervas e muitas outras coisas, no nosso Mercado do Ver-o-Peso.


Ao mesmo tempo que, temos o privilégio ter as bênçãos da Nazinha, com toda intimidade que eu, como paraense tenho para chamá-la assim a Nossa Senhora de Nazaré, que em outubro, na festa do Círio, sai da Basílica de Nazaré, para desfilar na berlinda ornada de flores, abençoando todo mundo. Não há paraense, turista, brasileiro e gringo que não engasgue de emoção.
Somos orgulhosos por sermos assim, essa mistura morena, brejeira e gostosa, por sermos autênticos, pela cultura que temos, por nosso sangue índio que a outros se misturou e que nos faz ser PAI D'ÉGUA! (PAI D'EGUA = ser O MÁXIMO!)

Todas as imagens foram retiradas da internet. Texto baseado em vários artigos (de livros e internet consultados) sobre a cidade de Belém. Pra conhecer mais o estado Pará, você pode consultar outros sites:

http://www.cdpara.pa.gov.br/miriti.php
http://www.prodepa.gov.br/sbc2008/belem.html http://www.triptobrazil.com/viagens/ilhademarajo.htm
http://www.aoli.com.br/dicionarios.aspx?id=PA

Chegou no Pará, parou. Tomou açaí, ficou!

14 de maio de 2008

Poesia

Ah! Esse amor proibido,
por muitos chamado "clandestino",
baila comigo sobre o infinito
a fazer-me delirar e sufocar o grito.

Ah! Esse amor proibido
me deixa em completo desatino,
fazendo-me perder a razão,
levando-me ao caminho da perdição.

Ah! Esse amor proibido
que embaralha o meu sentido!
Conto as horas para contigo estar,
sem os ponteiros do relógio acelerar.

Ah! Esse amor proibido
que dá asas ao meu sonhar atrevido,
permitindo-me em teus braços viajar
e roubar os teus beijos em qualquer lugar.

Ah! Esse amor proibido,
pelos deuses concebido,
fazendo-me sentir livre de preconceitos
e amar-te de todas os jeitos.

Ah! Esse amor proibido,
mesmo que seja bandido,
é o meu maior pecado.
Por amor será perdoado!

Por Ana Amélia Donádio

12 de maio de 2008

Silêncio, por favor!

Não há ninguém de mente sã, que resistam ao toque inconveniente de um celular. E quando tem um toque infame, é mais irritante ainda.

Num casamento, ouviu-se um toque, desses mais antigos, tipo ring-ring, mesmo. A dona do aparelho reclamava do absurdo, mas não se dava conta que o toque vinha de sua bolsinha brega-dourada.O pessoal em volta, olhou-a com cara de pit bull e ela nem...!!
Na missa das 6hs da manhã, o sermão do padre é interrompido com um brega daqueles de quinta. Não deu outra, o padre mudou o rumo do sermão e mandou ver aos mal educados. Eu gostei!
Certa vez, numa entrevista, com ator Falabela, ele disse que no teatro, a peça corria e eis que “Silvio Santos vem aí... laiá, laiá, laiá" ecoou, pega-o no meio de uma fala. Ele parou, e disse: 'Pode atender. Quer que eu pare?'... Geeenten, Deus do Céu! Se fosse comigo, ia querer sumir!!
Mas corre boato que o dono do aparelho, respondeu: 'Não, pode continuar'. O idiota foi vaiado pela platéia. Bem feito!
Numa outra festa, o anfitrião, fazia um discurso, qdo o toque de "gargalhada" do maldito aparelhinho, soou do bolso do fotografo. Muito calmo, como se não fosse dele, atendeu.
Mas ninguém conseguiu segurar a gargalhada. Confesso que até eu ri muito.
Num restaurante, um senhor ensinou, nao só ao amigo do outro lado da linha, mas a todos que estavam no local, o passo a passo, como ligar uma estufa, de tão alto que falava, melhor, gritava. Eu heim!!
Na fila do banco, uma jovem, prometia uma "porrada" a uma amiga, se essa não devolvesse logo um vestido emprestado a mais de um mês, ...tsc tsc. Tão chique ela, não?
Deviam sim, proibir celular (ligado) nos cinemas e alguns outros lugares, ou pelo menos usar o aparelho no silencioso. É bem mais educado e não atrapalha quem sai de casa para se divertir.
Mas é assim, falta educação, falta respeito. Cada um pensa que pode tudo. Um absurdo!!
***
A midi nada tem a ver com o texto, mas é o que eu quero ouvir, hoje!

10 de maio de 2008

Vale a pena LER de novo!

Mãe lembra de mim? Não é uma brincadeira, mas eu sou o grãozinho de areia
Que se arrastou até o teu ventre... Sou aquela que te chutou a barriga, que te rasgou as entranhas

Foi eu que se aninhou em teu colo, tocou tua pele, puxou teus cabelos,
Atingiu teu rosto, e tu sorriste

Foi a mim que beijaste, com tanto intensidade e
Na minha timidez quase nunca falo-te do meu amor
Quando chorei, me consolaste, quando cansei me animaste,
Quando sorri, sorristes, e se venci, chorastes!

Deixaste tantas vezes de ser mãe para ser amiga,
Na flor da tua maturidade;
Quero ficar, sempre do teu lado,
Quero te ver, sempre sorrindo,
Quero te dizer em todos os momentos:
Te amo, mãe querida!

(Dani, escreveu a poesia, na oitava série, como trabalho avaliativo de redação – Maio/97)

Publicado no antigo Jardim, no dia 06 de Maio de 2005

MEU CARINHO E BEIJOS A TODAS AS MAMÃES!

8 de maio de 2008

Eu preciso, e você?

''Não há nada que você possa fazer que não possa ser feito
Nada que você possa cantar que não possa ser cantado
Nada que você possa dizer, mas você pode aprender como jogar o jogo
É fácil
Nada que você possa fazer que não se possa fazer
Ninguém a quem você possa salvar que não possa ser salvo
Nada que você pode fazer, mas você pode aprender como ser com o tempo
É fácil
Tudo o que você precisa é de amor!''

4 de maio de 2008

(Sem noção)

O verdadeiro motivo do desejo, pode ser visto como num afogamento. No momento em que tiver se digladiando para voltar a superfície e sentir o prazer de respirar, seu único desejo será este, e você terá plena noção de que se não conseguir, morrerá.

Ajudar? Não. Vou olhar pro meu, não é questão de egoísmo, apenas preciso gostar mais de mim. Parar de fugir das obrigações, compromissos, caminhar junto ao ócio, falar coisas impensadas, falar menos, agir mais, não com tanta bruscalidade, MAIS sutileza, redescobrir antigas emoções, descobrir novas, não tapar os olhos a verdade, observar mais...

Muito mais, pouco menos. Intensidade.
Verbos e adjetivos soltos jogados no chão como um quebra cabeça. Não me atrapalhe, pois preciso monta-lo, sem medo do resultado final, sem medo do reflexo. Descobri!! Não quero ter medo!